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Resenha de O Poder dos Seis

  • irineufdaniel
  • há 12 horas
  • 3 min de leitura
Capa de O Poder dos Seis

Recentemente li a sequência do livro "Eu Sou o Número Quatro" e farei agora uma resenha de O Poder dos Seis, segundo livro da saga "Os legados de Lorien".

Em primeiro lugar, quero ressaltar que achei esse livro melhor que o primeiro e algumas coisas que me incomodaram no primeiro livro praticamente não são um problema aqui. Após a grande batalha no final do livro anterior, Quatro (John), Seis e Sam foram embora juntos e este livro começa algumas poucas semanas depois.

Nesse livro a narração alterna entre o Quatro e a Sete, uma nova personagem que se chama Marina, isso é algo que eu sempre acho interessante, existem livros em que isso não funciona muito bem, mas quando é bem feito, sempre é muito bom e eu acho que esse livro usou essa estratégia muito bem.

(Inclusive também faço isso em alguns dos meus livros, como em As Pedras do Apocalipse.)

A história de Marina, a número Sete, começa lenta e já tinha sido mencionada no primeiro livro. Em Eu Sou o Número Quatro, John e Henri descobrem que havia um deles em um convento em Santa Teresa. Acontece que esse garde (pessoa de Lorien que recebe os legados) é Marina. A Cêpan de Marina se chama Adelina e ela gosta da vida de freira. Marina odeia o convento e gostaria de treinar com Adelina seus poderes, mas Adelina prefere fingir que sua vida em Lorien nunca aconteceu. Isso deixa Marina incrivelmente frustrada (com toda razão). Os primeiros capítulos com Marina são meio lentos, mas acho que como os capítulos com John geralmente são cheios de ação, funciona bem para equilibrar o tom do livro e dá tempo para o leitor respirar.

Nos capítulos em que John está narrando, vemos que eles se tornaram fugitivos do país. Toda a destruição na cidade que aconteceu no final do primeiro livro atraiu investigações do governo, inclusive porque os mogadorianos mataram algumas pessoas da cidade. Os policiais encontraram os materiais que Henri usava para criar novas identidades e chegaram a conclusão que ele e John são terroristas.

Esse é um resumo do início do livro, agora farei mais comentários que terão spoilers.

Eu gostei de Marina e os poderes dela são interessantes por serem bem diferentes dos poderes de John e da Seis. Marina pode curar, ver no escuro, tem supervelocidade e respira debaixo d'água. São poderes menos voltados para ataque, mas são essenciais em um time e muito úteis. Também acho que combina com ela, que nunca treinou para combate e acabou nunca estudando muito sobre sua identidade loriena.

Adelina me irritou do início ao fim da história, por mais que eu entenda a vida difícil que ela teve na Terra. Mas não fiquei nem um pouco triste quando ela morreu.

Gosto muito da Seis e gostei que aprendemos a história dela nesse livro. É uma história até bem pesada e ela sofreu bastante. Gosto do Sam e espero que os dois fiquem juntos, mas não sou fã dos triângulos amorosos que surgiram nesse livro, por mais que seja inevitável em uma saga de livros voltada para um público adolescente.

Sobre John, ele é menos irritante nesse livro do que no anterior, mas não gostei quando ele começou a se interessar pela Seis, mesmo tendo prometido que voltaria para Sara e sabendo que Sam gosta dela. Nesse sentido, minha raiva diminuiu quando Sara entregou John e Sam para o FBI e espero que ele a esqueça agora. Até faria sentido John ficar com a Seis, se for para repopular a raça deles, mas isso não é muito romântico. Por causa disso, surgiram dois triângulos amorosos, um com John, Sara e Seis e outro com John, Seis e Sam. Não gostei muito disso. John também continuou sendo bem egoísta nesse livro e fazendo escolhas ruins quando mais importava. Perto do final John abandona Seis no meio de um ataque de mogadorianos para se encontrar com Sara. Isso dá errado, traz muitos problemas e Seis fica furiosa com toda razão.

No fim, o grupo se separa e Seis vai atrás de Marina, enquanto John e Sam vão invadir a fortaleza dos mogadorianos. As batalhas finais são bem legais e interessantes. John e Sam se encontram com o número nove e gostei bastante do personagem até agora (mas vou descobrir mais sobre ele no próximo livro).

O grande vilão finalmente apareceu no final, mas foi apenas uma visão rápida, que achei bem legal. No fim, Sam foi pego pelos mogadorianos e John foi embora com o número Nove. A revelação de que Ella (a jovem amiga de Marina) é, na verdade, a número 10, foi uma surpresa que me pegou desprevenido e eu gostei.

Estou animado para o próximo livro da saga.

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Daniel F. Irineu.

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