Resenha de "Earth, Air, Fire and Custard"
- irineufdaniel
- há 2 dias
- 4 min de leitura

Na resenha de hoje, falarei sobre a conclusão épica da trilogia da saga J. W. Wells & Co. Na verdade, para explicar um pouco melhor, a saga de livros tem (até o momento) 8 livros. Porém, os três primeiros são uma trilogia com o protagonista Paul Carpenter, enquanto as outras fazem parte do mesmo universo, mas são mais como histórias únicas e separadas.
Hoje falarei sobre o livro que é uma sequência direta de In Your Dreams e encerra a história de Paul Carpenter. Ele se chama "Earth, Air, Fire and Custard", que traduzindo significa "Terra, Ar, Fogo e Pudim" (é difícil dar uma tradução perfeita para "Custard", pode ser pudim, mas no contexto do livro é um tipo de creme muito usado na Inglaterra, mas acho que traduzir como pudim mantém o humor que é a intenção do livro).
Depois de ler In Your Dreams, eu fiquei com altas expectativas para o fim dessa trilogia e felizmente não me decepcionei. Esse livro é um dos mais engraçados que eu já li e é, sem dúvida, o livro mais louco que eu já li. Porém, o enredo funciona e cria uma ótima história. O foco é a comédia, mas o enredo é bem interessante, a história é confusa e e vários acontecimentos aleatórios parecem acontecer o tempo todo durante todo o livro. No fim, tudo é explicado de uma forma bem satisfatória e todos os mistérios são respondidos, mas durante todos os capítulos você se sente tão confuso quanto o próprio Paul. Eu acho que isso funciona bem, torna o enredo louco bem divertido e criativo, mas alguns leitores podem achar a história confusa e complicada.
Se você é como eu, a leitura vai valer a pena e você vai se divertir muito enquanto lê.
"Earth, Air, Fire and Custard" começa pouco tempo após o segundo livro e Paul está vivendo normalmente (para seus padrões) sem Sophie, que perdeu seus sentimentos por ele após tudo o que sofreu no livro In Your Dreams. Paul está trabalhando com o Professor Van Spee, um feiticeiro extremamente poderoso que tem poderes tão incríveis que ele parece ser onisciente, sabendo até mesmo o que se passa nos pensamentos de Paul. É até interessante notar que no primeiro livro "A Porta Portátil", o professor sabe tudo sobre Sophie e isso não é explicado antes, mas nesse livro sabemos que ele meio que conhece tudo sobre todos.
Um novo personagem aparece e seu nome é Frank. Ele fica no lugar da Condessa Juddy e é tão legal com Paul que deixa o protagonista bem desconfiado (eu concordava com Paul e suspeitava muito desse personagem). Infelizmente, não posso explicar o enredo, porque tentar fazer um resumo deixaria essa resenha inacreditavelmente longa e explicar um pouco a deixaria confusa e o leitor cheio de dúvidas. Então, falarei sobre o que mais gostei, incluindo spoilers.
O livro é muito eficiente dando respostas no final sobre o passado de Paul, sua família e até mesmo seu amor com Sophie. O final é muito feliz e satisfatório para todos os personagens. Uma das coisas que mais me pegou de surpresa foi o Personagem Frank. No fim das contas, descobrimos que ele é a maior divindade do universo e o pai de Paul. Mais ou menos na metade da história ficamos convencidos de que Frank é o vilão, porém, ele é um personagem tão carismático que faz sentido quando descobrimos que ele é do bem e que ele também é outros 4 personagens disfarçado. O relacionamento dele com Paul é bem legal e realmente fiquei triste quando eles se despediram, assim como Paul.
A evolução de Paul também é surpreendente e muito bem construída. No primeiro livro ele é tão pouco heroico que eu quase não gostava dele, mas dava para relevar porque ele ainda resolveu os problemas e é bem engraçado. Mas no final do terceiro livro Paul é quase outro personagem. Ele vai se tornando mais confiante, mais corajoso e alguém de ação. O capítulo em que Sophie e Paul estão fugindo do professor Van Spee deixa a evolução de Paul óbvia e bem natural depois de tudo o que ele passou. Enquanto Sophie está com medo, confusa e sem saber o que fazer (como Paul ficava durante os outros livros), Paul já está acostumado com tudo aquilo e sabe exatamente o que fazer, ele salva a vida de Sophie (e dele próprio) e mata o professor (que é o vilão do livro).
A minha piada preferida no livro é a existência da "Grande Vaca do Céu", a reação do Paul ao aprender sobre a vaca é igual a de qualquer leitor, e a geladeira do Paul, que pode conversar com ele (depois descobrimos que a geladeira é o próprio Frank).
Então, esse livro é uma leitura obrigatória se você leu os anteriores e a minha única tristeza é saber que Paul não será o protagonista dos próximos livros, mas fico feliz com o final feliz que ele e Sophie tiveram.



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